As abelhas na visão do Projeto Colmeia Viva

As espécies de abelhas podem ser organizadas de diversas formas. Para o Projeto Colmeia Viva, as abelhas devem ser compreendidas a partir da sua função na agricultura e de sua interação com uso de defensivos agrícolas.

O trabalho de organizar as abelhas no formato aqui proposto foi inspirado nos diversos conhecimentos e pontos de vista provenientes de especialistas, acadêmicos, pesquisadores, representantes governamentais e dos setores agrícola e apícola acumulados ao longo da estruturação do projeto e está em constante aperfeiçoamento.

Essa visão é fundamental pois permite desenvolver ações mais assertivas que propiciem, ao mesmo tempo, a proteção racional dos cultivos, a valorização do serviço de polinização, a proteção das abelhas e do meio ambiente e o respeito à Apicultura.


Abelhas com função comercial ou criadas:
São as abelhas exóticas, introduzidas pelo homem no território brasileiro, e as silvestres criadas – abelhas nativas da mata local que foram domesticadas para uma função comercial. Essas abelhas destinam-se em geral à produção de mel, cera, geleia real, própolis, entre outros, bem como ao serviço de polinização na Agricultura. Os serviços de polinização realizados por abelhas na agricultura têm a função de maximizar o potencial produtivo dos cultivos e se dão através de aluguel de colmeias e sítios de nidificação que são as áreas para criação de ninhos.


Abelhas silvestres:
São as abelhas nativas da mata brasileira, não introduzidas no habitat pelo homem. Responsáveis pela polinização de áreas naturais e também de agroecossistemas.

A introdução da Apis mellifera no Brasil

As abelhas da espécie Apis mellifera foram introduzidas no Brasil em 1840, oriundas da Espanha e Portugal.

Naquele período, a maior parte dos apicultores criava as abelhas silvestres, originárias da mata brasileira, de forma bastante rudimentar, somente para atender às suas próprias necessidades de consumo.

Em meados de 1950, a apicultura sofreu um grande impacto em função do surgimento de doenças e pragas que dizimaram 80% das colmeias do País e diminuíram a produção apícola drasticamente.

Assim, em 1956, o professor Warwick Estevan Kerr, com apoio do Ministério da Agricultura, selecionou e trouxe para o Brasil abelhas rainhas africanas muito produtivas e resistentes a doenças. A intenção era realizar pesquisas e recomendar uma espécie mais apropriada às condições locais.

A introdução dessas abelhas extremamente agressivas no território nacional levou muitos produtores a abandonarem a atividade. Aqueles que permaneceram tiveram que se adaptar às novas técnicas de manejo, profissionalizando-se cada vez mais para controlar a agressividade das abelhas.

Na tentativa de amenizar a situação, a solução foi cruzar rainhas italianas com zangões africanos. O resultado foi uma prole exótica, ou seja, uma espécie introduzida pelo homem no território brasileiro, muito mais produtiva, mais resistente e menos agressiva.

As abelhas exóticas que conhecemos hoje também são conhecidas como abelhas africanizadas e sua espécie é Apis mellifera. São empregadas principalmente na produção de mel, geleia real, cera, própolis, pólen e na apiterapia. Essas abelhas são o foco da Apicultura brasileira na atualidade.

A criação de Abelhas silvestres no Brasil

Além dos criadores de abelhas Apis sp, um movimento crescente no Brasil, já regulamentado em alguns estados brasileiros, é criação de abelhas silvestres para fins comerciais como a produção de mel e cera, atividade conhecida como Meliponicultura. Essas abelhas também têm sido empregadas na agricultura, na polinização de alguns cultivos como morango, berinjela, maracujá e tomate.

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