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Alimentação, defensivos agrícolas e polinizadores

O setor de defensivos agrícolas acredita no seu papel de combate às pragas para proteger os cultivos e contribuir na garantia do direito básico de alimentação das pessoas, respeitando a apicultura, protegendo as abelhas e o meio ambiente.

Neste sentido, é importante que haja uma complementariedade entre o trabalho das abelhas e a aplicação correta dos defensivos agrícolas no campo.  Algumas culturas agrícolas dependem das abelhas para existir, mas o alimento da população mundial não acabará sem as abelhas nas culturas agrícolas.

É relevante para entendermos a variação do grau de dependência da agricultura em relação às abelhas. Há culturas que dependem totalmente das abelhas para a produção de alimentos, existem também plantações que são beneficiadas, ou seja, não são dependentes, mas a visitação das abelhas pode colaborar para aumentar a produtividade.  No entanto, outras culturas agrícolas não dependem em nenhum nível da presença das abelhas.  O melão e a maçã, por exemplo, dependem totalmente das abelhas para a polinização de suas flores. Essas frutas estão entre as culturas dependentes e não existiriam sem as abelhas. Já cereais, como arroz, milho, aveia, trigo, de uma maneira geral, são polinizados com a ajuda do vento. Cultivos como a cana-de-açúcar não são dependentes das abelhas.

No caso das culturas de citrus, um deles a laranja, estão na categoria de beneficiados, pois a presença das abelhas para a polinização desse cultivo pode aumentar em até 35% a produção das laranjeiras, como demonstra o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em seu Manual de Boas Práticas Citricultura-Apicultura.

De qualquer forma, é fundamental para agricultores e apicultores investirem na relação mais produtiva para a realização de um manejo eficiente dos polinizadores, tanto para aumentar a produção no campo quanto para proteger a biodiversidade.

Quanto aos cultivos não dependentes das abelhas é essencial também promover uma relação mais produtiva entre apicultores e agricultores. Por isso, a formalização do pasto apícola é fundamental. O apicultor deve contatar o proprietário ou responsável pela área para saber onde é permitido colocar as caixas de abelhas e entender se o local é seguro para manter as colmeias. Além disso, informar a retirada ou a mudança de local das colmeias ao proprietário da área também pode contribuir para evitar possíveis acidentes em períodos de pulverização de defensivos agrícolas, principalmente os inseticidas.

Crédito Imagem: Fototeca Cristiano Menezes Animalia Apidae Epicharis sp.

 

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