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Apis Mellifera, a rainha do mel

Não à toa, a abelha da espécie Apis mellifera (foto) é conhecida como a rainha do mel. Além de seu ferrão, ela é bastante famosa devido a sua atuação comercial já regulamentada, atribuída à alta produtividade de mel, geleia real, cera, própolis e pólen. Muitos a conhecem também pela colaboração com a medicina alternativa (apiterapia) e pelos serviços prestados à agricultura, como polinizadora.

As abelhas especialistas em comparação à Apis Mellifera, que é uma abelha generalista, possuem efetividade superior de polinização, mas têm baixa produtividade de mel. A sua extinção pode levar ao desaparecimento de plantas.

Porém, o que poucos sabem é que as Apis têm baixa efetividade na polinização e, assim, acabam não sendo eficiente para todos os plantios, em comparação com as abelhas silvestres criadas.  São abelhas generalistas que visitam as flores de muitas espécies botânicas e utilizam diferenciadas fontes de alimento.

As abelhas silvestres criadas, com benefícios já reconhecidos na agricultura brasileira, possuem a vantagem de serem especialistas, ou seja, visitam determinadas flores ou famílias botânicas, coletando com a máxima eficiência e operando como polinizadoras especializadas. Com isso,  apresentam efetividade superior de polinização, de forma a otimizar áreas plantadas muito mais do que as Apis. Elas não têm ferrão e já estão regulamentadas em alguns estados brasileiros para fins comerciais.

Entre os exemplos de silvestres criadas, no Brasil, para serviço de polinização estão a Melipona sp (lavoura de tomate), Tetragonisca sp (cultura de morango) e a Bombus sp (plantações de berinjela e maracujá).

Além das Apis e das espécies silvestres criadas, ambas também importantes como instrumento para a manutenção da biodiversidade, existem as abelhas silvestres. Essas são solitárias, ou seja, não vivem em colmeias como as outras duas, e têm mais importância na polinização de áreas naturais e biodiversidade. Elas representam cerca de 85% de todas as espécies de abelhas que existem no mundo.

Há pouco conhecimento científico sobre as espécies silvestres, porém estudiosos a veem como uma boa alternativa de futuro para polinizar culturas agrícolas, já que a Apis, com manejo em grande escala, é mais utilizada no País em culturas de maçã e melão.

Foto: Fototeca Cristiano Menezes

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