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Maçã: prova da complementariedade entre defensivos e abelhas

A maçã, como o melão, é dependente de abelhas para existir. O fruto é somente viável comercialmente se houver abelhas no pomar. Como na plantação do melão, essa cultura também demonstra a possibilidade real de relação mais produtiva entre produtores e apicultores, sendo mais um caso de sucesso.

Na prática, como demonstra o exemplo reportado pelo diretor da Associação Brasileira de Produtores de Maçãs (ABPM), José Maria Reckziegel, durante o Colmeia Viva – Diálogos 2016, na cultura da maçã já há a prática do aluguel de colmeias por meio da comercialização de caixas de abelhas para a produção do fruto. “Normalmente, o apicultor aluga suas colmeias e nós as deixamos no pomar por cerca de uma semana antes de serem abertos pelo menos 30% dos botões das flores existentes durante o cultivo”.

Nesse caso, a relação entre o apicultor e o agricultor se dá de forma bastante profissionalizada. Empresas produtoras possuem uma área administrativa responsável pela locação de abelhas, criando facilidades para que os pequenos e médios apicultores entrem em contato.

José Maria orienta a colocação estratégica de duas colmeias por hectare. Mas, há quem utilize sete. “Recomendamos duas porque existe um conceito chamado fruticultura de precisão, que permite o controle da polinização”.

Produtor de maçã, José Maria também aconselha que desde a operação de poda, analisando o tamanho da planta, seja disponibilizada a quantidade suficiente de abelhas para obter uma boa qualidade de maçãs. Dessa forma, as abelhas polinizadoras são preservadas e cuidadas, assim como a produtividade do fruto para o consumo nacional e de exportação. “No final, o objetivo é chegar em torno de 100, 90 frutos por metro cúbico de planta”, esclarece. Para obter bons resultados, ele aconselha, também, uma boa observação, com o objetivo de conhecer mais o comportamento das abelhas tanto criadas quanto silvestres, quando estão no pomar, embora atualmente a atenção esteja principalmente voltada a Apis mellifera (criada).

Dessa forma, a aplicação de defensivo agrícola somente é feita depois que a florada termina e, no final do dia, quando as abelhas já retornaram para as suas colmeias. Dessa forma, é possível combinar de forma mais consciente e complementar a aplicação dos defensivos e existência de abelhas no campo.

Um dos pontos abordados por José Maria Reckziegel é “saber quais são os potenciais riscos de certo defensivo, a partir da indicação técnica, e, obviamente, considerar o ambiente como um todo, as abelhas e outros insetos que são importantes”.

No setor de maçã, o produtor explica que o uso consciente de defensivos agrícolas usados para controlar pragas, já é uma boa alternativa para a preservação dos polinizadores naturais. Essa medida, em sua opinião, comprova a complementariedade entre o uso de defensivos e a presença de abelhas no cultivo ao se produzir boas maçãs, em meio a grandes comunidades de abelhas, e boas práticas no uso do defensivo agrícola.

 

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