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Maracujá e a polinização na agricultura

A diversidade das abelhas é de fato um ponto importante para a polinização na agricultura. Mas, quando se fala em abelhas na agricultura, um número considerável de pessoas pensa somente na espécie Apis mellifera. Porém, há vários polinizadores, assim como variados tipos de abelhas que contribuem para esse serviço. Portanto, determinadas culturas são polinizadas por tipos diferentes de abelhas.

Foi a partir dessa observação que cientistas descobriram que a espécie Apis mellifera não poliniza o maracujá. Inclusive, sua visita não faz bem ao maracujazeiro. As abelhas Apis são polinizadores generalistas com baixa efetividade na polinização. Isso porque as abelhas menores atuam como polinizadores pouco eficientes, nesse caso.

A concentração de abelhas da espécie Apis no Brasil interfere na polinização direta. “Se descobriu que Apis não polinizam o maracujá, a acerola. É preciso outras abelhas porque as Apis não polinizam tudo”, ressaltou o professor Breno Freitas, especialista pela Universidade Federal do Ceará, na 3ª edição da iniciativa Diálogos, durante o Painel 2 – Interação das Culturas Agrícolas e da Polinização por Abelhas.

Logo, o comparecimento de Apis mellifera prejudica a polinização na cultura do maracujá, declinando a produtividade. Por isso, é preciso estimular a saída da Apis mellifera das flores dos maracujás.

Uma das alternativas apontadas foi ter nas proximidades dos maracujazeiros diferentes plantas, atuando como fontes de alimento, de maneira a atrair essas abelhas para fora desses cultivos. Entre as mais conhecidas estão o girassol, o cosmos, calabura e a aroeira-vermelha. Desse modo, já é possível comprovar a diminuição dos impactos negativos causados pelas Apis na produção de frutos de maracujá.

O maracujá, muito famoso por sua belíssima flor, é polinizado pelas abelhas de grande porte, entre elas a Centris (foto/fototeca Cristiano Menezes), Bombus e Xylocopa, conhecidas respectivamente como Abelhas de Óleo, Mamangavas e Carpinteiras.

Breno orienta: “é preciso outras abelhas porque as Apis não polinizam tudo. Torna-se importante planejar a integração da polinização – seja por abelhas nativas, seja pela criação de espécies – e garantir as condições que permitam a sobrevivência e circulação das abelhas”.

Entre as boas práticas, está a criação e manutenção de sítios de nidificação, ou seja, incentivar o surgimento e continuidade de ninhos. Uma das práticas mais fáceis e de baixo custo é a utilização de madeiras velhas com furos feitos a partir de furadeiras elétricas ou até mesmo pregos. Esses abrigos são grandes atrativos para procriação das abelhas bombus.

 

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