Compartilhar

Melão: manejo integrado de pragas a favor do cultivo e das abelhas

As abelhas são importantes polinizadores para o cultivo do melão, uma vez que sem elas dificilmente haveria o fruto para o consumo. O alimento faz parte da categoria das culturas dependentes da abelha para a sua polinização.

No Nordeste brasileiro, esse fruto segue como sendo um caso de sucesso com base em um dos grandes produtores de melão do país, Tom Prado, principalmente quando o assunto envolve relação mais produtiva entre a agricultura e apicultura, em benefício mútuo da produção de alimentos, biodiversidade e produção de mel. Ou seja, é possível haver uma comunicação eficiente entre apicultores e agricultores.

“Se não tiver abelha não tem melão para comer”, costuma declarar Tom Prado, produtor de frutas e apicultor brasileiro (foto). Segundo ele, o meloeiro necessita, obrigatoriamente, da transferência de pólen realizada pelas abelhas.

Conforme estudos já realizados, mencionados pelo produtor durante a iniciativa Diálogos 2015, o fruto para ser comercialmente aceito, precisa ser visitado por abelhas entre 10 a 15 vezes, do nascimento à maturação. ”Quanto mais visitas melhor será o melão, no que se refere a tamanho, sabor e viscosidade”, ressaltou.

Uma das ações é a rotação de produção ao longo do ano, tomando como base as estações chuvosas. O cultivo do melão conta tanto com abelhas da florada natural quanto de colmeias criadas.

No cultivo do melão, o manejo integrado envolvendo a cultura e as abelhas é absolutamente necessário e já provou que a sua adoção protege esses polinizadores e garante a existência do fruto. Segundo Tom Prado , uma das práticas adotadasé a aplicação de defensivos agrícolas somente no período noturno, podendo durar até as quatro da manhã, pois o horário de abertura das flores é registrado por volta das cinco horas.

Tom Prado ressalta também que a falta de chuva no Nordeste impacta a agricultura e a apicultura. “Na estatística do mel, a queda da produção ao longo dos anos no Nordeste é a seca. Estamos no quinto ano (2015) de seca. Naturalmente vai ter perda de colônia. É inevitável”, afirma. Dessa forma, os apicultores também necessitam gerenciar riscos de perderem suas abelhas. Uma das maneiras é migrar suas colmeias para localidades chuvosas ao longo do ano.

Experiências no campo e em laboratórios envolvendo a gestão apícola, genética, nutrição, manejo, polinização e escrituração zootécnica já documentam cientificamente a vantagem da gestão amigável e funcional entre a criação de abelhas e a produção do melão. Esse tema foi bastante abordado entre os produtores na 3ª edição do Colmeia Viva Diálogos, realizado em 2015. O conteúdo completo está disponível em http://projetocolmeiaviva.org.br/wp-content/uploads/2016/10/2015.outubro-E-book-3-WS-2015-versao-web.pdf

 

Contato

contato@colmeiaviva.com.br
colmeiaviva@sindiveg.org.br

Colmeia Viva Mapeamento de Abelhas Participativo
0800 771 8000

Assessoria de Imprensa
imprensa@sindiveg.org.br
(11) 5094-5529

Realização

Signatárias