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MITOS E VERDADES SOBRE OS PRIMEIROS RESULTADOS DO MAP

O resultado prévio da iniciativa de pesquisa do Projeto Colmeia Viva, chamada Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), com a participação da Unesp-Rio Claro e UFSCar, repercutiu na grande imprensa nacional e nas especializadas em agricultura e apicultura.

A maioria das publicações enfatizou o acesso direto ao Relatório Completo disponível no site e diante da repercussão e dos desdobramentos, o Projeto Colmeia Viva esclarece alguns Mitos e Verdades dos pontos reproduzidos até aqui:

Verdades:

• Todos os casos com resíduos de defensivos agrícolas foram por uso incorreto, seja na área agrícola ou para outros fins. Neste contexto, o fato de não ter sido identificado resíduos de defensivos em todas as amostras analisadas é um indício que requer mais tempo de pesquisa.

• O uso incorreto de defensivos agrícolas deve ser combatido porque configura um risco não só às abelhas, mas para a segurança de pessoas e do meio ambiente.

• O que foi demonstrado até aqui foi mortalidade de abelhas e não CCD (Síndrome do Desaparecimento de Abelhas) com sintomas característicos como colmeia desorganizada, com sujeira e completamente abandonada ou declínio da população de abelhas, sem a presença de abelhas mortas, mas com diminuição da população, inviabilizando a sobrevivência da colmeia.

• Foram 13 casos analisados, de 60 ligações. Por isso, é importante que mais agricultores e apicultores utilizem o 0800 771 8000 e participem da pesquisa para o levantamento de dados sobre a mortalidade de abelhas com um mapeamento inédito dos fatores que contribuem para a perda de colmeias e abelhas no Estado de São Paulo,

• Os indícios até agora (em 10 casos) apontam para o uso incorreto de defensivos agrícolas tanto em casos com a relação direta com a atividade agrícola (7 casos) quanto em outros usos fora da atividade agrícola como granjas, fábricas ou área urbana (3 casos).

• Dos 07 casos de uso incorreto com relação direta com a atividade agrícola
o 04 casos sem pulverização aérea em áreas de produção agrícola
o 03 casos por pulverização aérea autorizada para a cultura agrícola sem o cumprimento das exigências técnicas e legais para a prática.

• O uso incorreto dos defensivos agrícolas foi por dosagens acima das recomendações indicadas em rótulo e bula, falta do cumprimento das exigências legais para a aplicação de defensivos agrícolas com vistas à proteção ao cultivo nas modalidades aprovadas (aérea ou terrestre), emprego incorreto da modalidade de aplicação sem a autorização ou registro de produtos para cultura agrícola e até outros usos dos produtos sem relação direta com atividade agrícola.

Mitos:
“As abelhas estão morrendo intoxicadas no Brasil” – Apenas 26,7% dos atendimentos do 0800 deram origem a uma visita para análise da situação no campo, representando 16 visitas. Deste total, foi possível efetuar coleta de abelhas em 13 casos. Neste sentido, torna-se necessário que o projeto tenha mais tempo de pesquisa para avaliação e estudos de mais casos.

“70% das abelhas têm resíduos de agrotóxicos em São Paulo” – Trata-se de uma amostra de 10 casos de um total de 13 visitas em campo. No entanto, representando menos de 30% das ligações recebidas no 0800. A pesquisa considera uma avaliação mais direta da aplicação de defensivos agrícolas, já que as análises das amostras de abelhas são realizadas por laboratório reconhecido pelo Inmetro capaz de identificar resíduos de vários tipos de defensivos agrícolas em uma mesma análise.

“A pulverização aérea está promovendo a mortalidade” Os 10 casos com a presença de resíduos não são exclusivamente relacionados à aplicação incorreta de defensivos por prática de pulverização aeroagrícola. Aliás, nem todos os casos de uso incorreto foram para uso agrícola.

“Milhões de abelhas morrem” – Um apiário ou um meliponário é formado por várias caixas de abelhas, conhecidas também como colônias ou colmeias. Uma caixa de abelha saudável de um apiário tem em média 50 mil abelhas. De junho de 2015 a maio de 2016, o Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), por meio das ligações recebidas pelo 0800, analisou 1742 caixas de abelhas Apis mellifera. Ou seja, são mais de 87 milhões de abelhas visitadas pelo projeto até agora. Como informação adicional: de acordo com os pesquisadores, a perda de 20% da população por ano de uma colmeia é considerada um processo natural e não compromete a sobrevivência da colônia.

“O apicultor, se ele denunciar, ele perde o pasto apícola. Ano que vem ele não entra mais na fazenda” – A formalização do pasto apícola é fundamental. O apicultor deve contatar o proprietário ou responsável pela área para saber onde é permitido colocar as caixas de abelhas e entender se o local é seguro para manter as colmeias. Além disso, informar a retirada ou a mudança de local das colmeias ao proprietário da área, também pode contribuir para evitar possíveis acidentes.

Recomendação Colmeia Viva:
É imprescindível observar as técnicas de manejo utilizadas pelos criadores de abelhas que perderam suas colônias para desenvolver propostas de ação para remediação da mortalidade de abelhas.

Apicultor, Agricultor, utilize o 0800 771 8000 e relate perdas ou dúvidas relacionadas ao uso de defensivo agrícola e a criação de abelhas. Saiba mais sobre o MAP baixando a Cartilha disponível em http://projetocolmeiaviva.org.br/wp-content/uploads/2016/10/2016.outubro-Cartilha-web.pdf

Se você apicultor, agricultor, não tiver acesso para imprimi-la, entre em contato com sua entidade representativa para acesso a versão impressa ou contate-nos diretamente pelo e-mail contato@projetocolmeiaviva.org.br

Participe! O Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP) é uma iniciativa de pesquisa para entender os fatores que contribuem para a perda de abelhas no Estado de São Paulo.

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