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MORTALIDADE X DESAPARECIMENTO DE ABELHAS

Existe uma confusão entre mortalidade e sumiço em torno das abelhas Apis mellifera, que é a espécie mais utilizada na atividade apícola para produção de mel, própolis, geleia real, por exemplo. No Brasil, pesquisadores afirmam que não há casos de Síndrome do Desaparecimento das Abelhas (CCD) até agora. Aqui, os casos registrados são de mortalidade de abelhas criadas por apicultores para fins comerciais.

Esse registro de mortalidade está sendo estudado por uma iniciativa de pesquisa no projeto, com a participação da Unesp e UFSCar, para o levantamento de dados sobre a mortalidade de abelhas com um mapeamento inédito dos fatores que contribuem para a perda de colmeias. O mapeamento no Estado de São Paulo dará origem a um Plano de Ação Nacional voltado às boas práticas de aplicação dos defensivos agrícolas para uma relação mais produtiva entre apicultura e agricultura.

A pesquisa considera uma avaliação mais direta da aplicação de defensivos agrícolas, uma vez que são realizadas análises das amostras de abelhas por laboratório reconhecido pelo Inmetro, capaz de identificar resíduos de vários tipos de defensivos agrícolas em uma mesma análise.

Como divulgado detalhadamente no relatório prévio da pesquisa no Colmeia Viva – Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), foram realizadas 16 visitas aos apicultores no Estado de São Paulo num período de um ano. Dessas visitas, 13 casos foram passíveis de análises:
• 03 casos sem registro de resíduo de defensivos agrícolas
• 03 casos não relacionados com a produção agrícola (ou seja, casos de uso incorreto em granjas, área urbana ou contaminação intencional das abelhas)
• 03 casos de práticas de aplicação incorreta na produção agrícola de uma classe de defensivos que está sendo apontada em outros países como uma das causas do CCD (os neonicotinóides).
• 04 casos de práticas de aplicação terrestre incorreta de outra classe defensivos (pirazol), com destaque para a aplicação em quantidades incompatíveis com a dosagem esperada na agricultura.

Neste sentido, os resultados até agora apontam para o uso incorreto de defensivos tanto na área agrícola quanto para outras aplicações. No entanto, não são os sintomas característicos do desaparecimento, como colmeia desorganizada, com sujeira e completamente abandonada ou declínio da população de abelhas, sem a presença de abelhas mortas, mas com diminuição da população, inviabilizando a sobrevivência da colmeia. De qualquer forma, o uso incorreto de defensivos agrícolas deve ser combatido e estamos direcionando nossos esforços e ações para incentivar o diálogo entre agricultores e apicultores para uma relação mais produtiva entre a agricultura e a apicultura, visto que o setor de defensivos agrícolas introduz no campo um produto que deve ser usado para proteger as culturas.
Mais informações, acesse o relatório prévio completo da iniciativa de pesquisa em andamento: http://projetocolmeiaviva.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Relatorio_previo_WEB-30set2016.pdf 

Colmeia Viva- MAP: Mapeamento de Abelhas Participativo
Exclusivo aos agricultores e apicultores
Funcionamento 0800 771 8000
Das 07h às 19h, todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados

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