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Pulverização aérea e as abelhas no Brasil

Os registros de mortalidade de abelhas no Brasil não ocorrem em culturas agrícolas dependentes da polinização, como melão, melancia, maracujá e maçã, que utilizam os serviços comerciais de polinização por meio de aluguel de colmeias. Sem as abelhas, os produtores agrícolas dessas culturas sabem que não conseguiriam produzir ou produziriam alimentos de menor qualidade. Nessas culturas é usada a aplicação terrestre como forma de evitar as pragas.

A necessidade de aplicação aérea de defensivos agrícolas para proteger de forma efetiva os cultivos agrícolas das pragas ocorre em culturas beneficiadas pela polinização, tais como cereais, a exemplo do arroz, milho, aveia, trigo, de uma maneira geral são polinizadas com a ajuda do vento.  Ou ainda em culturas agrícolas não dependentes da polinização, a exemplo da cana-de-açúcar.

Mais diálogo

Aqui, no Brasil, o desafio está no diálogo entre agricultores e apicultores para evitar exposição das abelhas que são colocadas nos cultivos ou próximos a eles, porém sem vínculo formal ou contratual entre ambos. Essa informação é confirmada no resultado prévio da iniciativa de pesquisa do Projeto Colmeia Viva (MAP), que aponta para a mortalidade de abelhas criadas (manejadas) para fins comerciais, pertencentes ao segmento econômico.

Por isso, a localização dos apiários está entre as prioridades desse diálogo e a formalização do pasto apícola, que é a área de forrageamento da abelha, é fundamental. O apicultor deve contatar o proprietário ou responsável pela área (incluindo o órgão público encarregado do tema) para saber onde é permitido colocar as caixas de abelhas e, assim, entender se o local é seguro para manter as colmeias. Além disso, informar a retirada ou a mudança de localidade das colmeias ao proprietário da área, também pode contribuir para evitar possíveis acidentes.

Com o pasto apícola devidamente formalizado, agricultores podem avisar quando houver a necessidade de aplicação de defensivo agrícola. O uso correto e responsável de defensivos agrícolas garante a eficácia dos produtos na proteção das culturas agrícolas, sem causar perda de abelhas e colmeias, seja das abelhas silvestres (nativas), seja das abelhas criadas para fins comerciais de apicultura. O uso incorreto deve ser combatido porque configura um risco não só às abelhas, mas à segurança de pessoas e do meio ambiente.

Resultados Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP)

De acordo com os resultados da iniciativa de pesquisa do Projeto Colmeia Viva, com a participação da Unesp e UFScar, o uso incorreto de defensivos agrícolas foi constatado em 16 visitas com análise da situação no campo. Deste total, foram registrados 3 casos por pulverização aérea autorizada para a cultura agrícola sem o cumprimento das exigências técnicas e legais para a prática. Os três (03) casos de mortalidade de abelhas por pulverização aérea foram em apiários não registrados no Gedav (Gestão de Defesa Animal e Vegetal), ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.

Saiba mais: http://projetocolmeiaviva.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Relatorio_previo_WEB-30set2016.pdf

 

 

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